quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cap. 6: Brasil de 1500 a 1578

Coisinha básica que cê aprendeu no ensino fundamental.

Era uma vez uma tarde de sol, dia 21 de abril de 1500, lá na Bahia. Dois índios conversavam à beira mar quando avistaram uma coisa vindo.

- Tucuruvi, carandiru! Tamanduateí?!
- Pacaembú, tietê... morumbi?
- Tuiuiú araraquara? Oca açaí?
- Anhangabaú.. mandioca paraguaçú!

Tradução:

- Caralho, olha ali, velho! Que que é isso vindo?!
- Eita porra, sei não.. puta peixe grande, né?!
- Mas com antena? E uma rede na ponta?
- É.. vamo lá vê!

Era uma vez depois de meses navegando e passando mal num navio, dia 21 de abril de 1500, em algum ponto no Atlântico perto da Bahia. Dois portuga olhando numa luneta.

- Ó pá, já faz meses que estamos a navegar, e não chegamos a porra nenhuma de terra, Caminha.
- Mas já devemos estar a chegar.. não deve estar muito longe daqui.
- Caralho, estou a olhar nessa droga de luneta e não enxergo nada, ó pá.. espere! Que isso? Ora pois, é uma gaivota!
- Olhe na luneta, Cabral, olhe na luneta!
- Vou olhar, vou olhar.. mas ó! Não é que estou a ver um monte!? Há um monte alí! É terra! Terra à vista!

Dia 22 o navio chegou, e Cabral viu um monte de gente pelada, com pena de arara na cabeça e cara pintada e falou ''ó pá, havíamos de chegar logo no carnaval!''

De 1500 a 1532, Portugal não fazia muita coisa aqui. Fez umas feitorias aqui e ali, vinha de vez em quandinho pra pegar pau-brasil e ía embora. Mas começou a aparecer uns navio da Espanha da França e da Inglaterra andando alí por perto, meio de olho aqui, e Portugal falou ''eita porra, já vão querer meter o bedelho lá'' e em 1532 resolveram vir pra cá pra tomar conta. Mandaram Martin Afonso (quem lembra de 'O Diário de Daniela' toda vez que ouve o nome 'Martin' levanta a mão), e ele fundou São Vicente. Aí teve as capitanias hereditárias, que além de hereditárias eram indivisíveis e inalienáveis. Os capitão donatário era dono, e eles tinha que fundar vila, cobrar imposto e doar terra (que chamava sesmaria) pra quem podia cuidar.

Aí pra ajudar no governo das capianias D. João III inventou o Governo Geral, com sede em Salvador. Aí ele virou pro Tomé de Sousa e disse ''Tommy-boy, Tommy-boy, vem cá. Vai lá como governador pra não deixar os capitão lá fazer merda, ok?'', e com ele veio também os primeiro jesuíta c'o padre Manuel da Nóbrega, e em 1550 vieram os primeiros brunos.. digo, os primeiros escravos da África. Além do pau-brasil eles plantava açúcar também. Tá, plantava cana, e a cana virava açúcar. E a Holanda pegava, refinava e distribuía na Europa.

Aí o segundo governador foi (Lima) Duarte da Costa, e ele trouxe o padre José de Anchieta. Em 1554 o Nóbrega trombou o Anchieta por aí e disse ''ô, rapá, beleza? Ó, vem cá.. vamo fundar uma escola?'' Anchieta disse ''belê, vai chamar como?'' Nóbrega disse ''Colégio de São Paulo, bonito?'' aí fundaram o que futuramente seria a linda, querida e amada cidade de São Paulo.

O terceiro, Mem de Sá, teve um monte de briguinha c'os francês que tava no Rio, que eles chamaram de França Antártica, e conseguiu ganhar deles. Aí vieram outros governadores, D. Sebastião dividiu o Brasil em dois, aí voltou a ser um, blablabla. Fica legal de novo quando D Sebastião morre.

Obs.: Durante esse tempo todo eles foram entrando no meio do mato, explorando lá co'as entrada e bandeira.. aliás, entrada era as coisa oficial e que não passava de Tordesilhas. Bandeira era os particular que não tava nem aí pra Tordesilhas. Monção era tanto faz, mas ía seguindo os rio. Aí foram escravizando índio, contruindo vilinha e criando boi.

[continua]

Listening to: Delays - Lillian

3 comentários:

  1. Belíssima referência de O Diário de Daniela, só aquele dentinho do Martin que era bizonho

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